O Instituto Nacional de Estatística (INE) registou 4.950 nascimentos, em 2005, na Região do Algarve, confirmando a tendência de crescimento da taxa de natalidade verificada desde 1996.
Com excepção do ano de 2001, registou-se um crescimento anual consistente das crianças nascidas nos hospitais do Algarve nos últimos dez anos. Ao longo da década, o número de nados vivos cresceu 34 por cento, de 3.690 em 1996 para 4.950 em 2005.
| Ano |
1996 |
1997 |
1998 |
1999 |
2000 |
2001 |
2002 |
2003 |
2004 |
2005 |
| Número de nados vivos |
3.690 |
3.829 |
4.066 |
4.329 |
4.343 |
4.164 |
4.485 |
4.649 |
4.772 |
4.950 |
Nos primeiros cinco anos deste período (1996-2000), o aumento do número de nascimentos é marcado pelo crescimento constante do nascimento de filhos de mães portuguesas que migraram para a região.
Nos cinco anos posteriores (2001-2005), o crescimento manteve-se à conta dos filhos de mães estrangeiras, subindo de cinco por cento (378) do total de nascimentos em 2000 para 19 por cento (953) em 2005.
Assim, de acordo com os dados disponibilizados pelo INE e pelas maternidades dos hospitais da região, nascem no Algarve filhos de imigrantes provenientes de todos os continentes e dos quatro cantos do mundo.
|
|
2005 |
2004 |
2003 |
2002 |
2001 |
2000 |
|
Brasil |
174 |
108 |
81 |
67 |
34 |
21 |
|
Ucrânia |
112 |
114 |
97 |
68 |
30 |
1 |
|
Roménia |
106 |
80 |
70 |
47 |
12 |
5 |
|
Moldávia |
84 |
63 |
50 |
24 |
9 |
0 |
|
Inglaterra |
57 |
46 |
41 |
21 |
31 |
33 |
|
Angola |
30 |
36 |
31 |
26 |
32 |
25 |
|
Cabo Verde |
26 |
20 |
31 |
18 |
21 |
20 |
|
China |
25 |
15 |
14 |
8 |
5 |
6 |
|
Alemanha |
20 |
19 |
24 |
15 |
14 |
14 |
|
França |
19 |
15 |
18 |
13 |
15 |
16 |
Como declarou o Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan, a propósito das comemorações do Dia Internacional das Migrações 2005: "A economia global é crescentemente dependente dos trabalhadores migrantes. Os migrantes contribuem com as suas competências, com os seus conhecimentos e força de trabalho para as comunidades anfitriãs. A sua presença promove a troca de ideias e estimula o progresso cultural e científico".
Fonte: Administração Regional de Saúde do Algarve