A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou ontem, 29 de Junho, uma rede mundial de cidades amigas das pessoas idosas, como parte de uma resposta alargada ao rápido envelhecimento das populações, fenómeno que atinge os quatro cantos do mundo, sobretudo os países menos desenvolvidos.
A rede visa ajudar as cidades a criar ambientes urbanos que permitam às pessoas idosas permanecer activas e saudáveis participantes na sociedade. Enquanto a resposta ao envelhecimento das populações tem sido direccionada para as implicações, para os governos, da crescente procura de pensões e cuidados de saúde, a OMS procura enfatizar a contribuição positiva das pessoas mais velhas para a sociedade.
A iniciativa Cidades Amigas das Pessoas Idosas nasceu em 2006, com a identificação dos elementos-chaves do ambiente urbano passíveis de sustentar um envelhecimento activo e saudável.
Pesquisa efectuada em 33 cidades confirmou a importância do acesso das pessoas idosas a transportes públicos, espaços ao ar livre e edifícios, bem como a necessidade de alojamento adequado, apoio comunitário e serviços de saúde. Realçou ainda a necessidade de promover as ligações que permitem que as pessoas idosas se tornem participantes activas na sociedade, superando o envelhecimento e providenciando mais oportunidades de participação cívica e emprego.
Estima-se que, em 2050, 80% da população de dois mil milhões de pessoas com 60 anos ou mais deverão residir em países de baixo e médio rendimentos.
A primeira cidade a aderir à rede foi Nova Iorque (EUA). Entre as cidades participantes estão Camberra (Austrália), Bruxelas (Bélgica), Nice (França), Genebra (Suíça) e Manchester (Reino Unido).
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