Listeriose na Região de Lisboa e Vale do Tejo

DGS revela investigação de casos de listeriose. Foram activados mecanismos de Saúde Pública (esclarecimento e resposta).

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) revelou ontem, 28 de Julho, que estão em investigação casos de listeriose ocorridos na Região de Lisboa e Vale do Tejo. Adiciona que, ao nível da Saúde Pública, foram activados os mecanismos para esclarecimento e resposta adequada.

A DGS relembra:

Transmissão

A infecção humana por Listeria monocytogenes transmite-se principalmente pela ingestão de alimentos contaminados, nomeadamente:

  • Leite não pasteurizado/ queijos de leite não pasteurizado;
  • Vegetais crus/saladas insuficientemente lavados;
  • Outros alimentos processados, nomeadamente de charcutaria.

Período de incubação

É variável e habitualmente mais longo que nas outras infecções de origem alimentar. O período de incubação médio é de 3 semanas, podendo variar de 3 a 70 dias.

Quadro clínico

  • A maioria das infecções de origem alimentar tem um curso clínico benigno, caracterizado por síndroma febril aguda auto limitada, por vezes acompanhada de diarreia;
  • A doença com evolução grave é mais frequente em grávidas, recém-nascidos, idosos e imunocomprometidos (nomeadamente no que se refere a compromisso do sistema nervoso central)
    • Grávidas - A maioria das infecções é assintomática ou caracteriza-se por síndroma gripal. Pode, contudo, condicionar aborto e amnionite. É responsável pela transmissão vertical da infecção ao feto e recém-nascido;
    • Recém-nascidos - Estão descritas duas formas de doença: a de início precoce e a tardia (depois da primeira semana de vida)
      • Forma de início precoce - Pode manifestar-se por prematuridade, sépsis ou pneumonia. Nos casos mais graves pode surgir um exantema papular, caracterizado histologicamente por granulomas (granulomatose infantiséptica);
      • Forma de início tardio - Manifesta-se habitualmente por meningite;
    • Idosos e imunocomprometidos - Manifesta-se habitualmente por meningite/meningoencefalite e sépsis.

Diagnóstico laboratorial

A confirmação da infecção é feita por cultura de produto biológico, nomeadamente sangue, placenta ou líquido cefalorraquidiano, em função da situação clínica.

Os isolados de Listeria monocytogenes deverão ser enviados para caracterização genética, de modo a permitir confirmar um eventual surto.

Medidas de Saúde Pública

A notificação imediata de casos diagnosticados ao Delegado de Saúde permite efectuar a investigação epidemiológica, com o objectivo de identificar a fonte da infecção e desencadear rapidamente medidas adequadas a cada situação (caso esporádico/surto).

Para saber mais, consulte:

DGS – http://www.dgs.pt/

Data de publicação 29.07.2010
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