Jovens devem liderar prevenção do VIH

Laço vermelho que simboliza a luta contra a sida

Conferência mundial ressalta papel dos jovens no cumprimento do 6.º Objectivo do Milénio: suspensão e reversão do VIH.

O papel dos jovens na melhoria do estado do mundo esteve em foco na Conferência Mundial da Juventude, que decorreu nos últimos dias, no México. Durante cinco dias, delegados de 112 países, incluindo 25 mil jovens e representantes de governos, sociedade civil e Nações Unidas partilharam ideias acerca do envolvimento dos jovens nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

Atendendo a que se estima que 40% das novas infecções ocorram na faixa etária entre os 15 e os 24 anos, uma abordagem às respostas à sida orientada para os jovens poderá ser crítica para atingir o sexto Objectivo do Milénio – suspensão e reversão da disseminação do VIH – e para assegurar a sustentabilidade dos esforços a longo prazo.

Das cerca de 33,4 milhões de pessoas que vivem com o VIH no mundo inteiro, cinco milhões são jovens. Estima-se que, a cada dia, surjam mais 2.500 jovens infectados, salientando-se o efeito sobre a população feminina, uma vez que as jovens mulheres representam 66% das infecções em jovens de todo o mundo.

Capacitar os jovens para se protegerem do VIH representa uma das dez áreas prioritárias da acção da UNAIDS (Programa das Nações Unidas para a Sida), com a meta de uma redução de 30% nas novas infecções até 2015.

O Ano Internacional da Juventude das Nações Unidas decorre entre Agosto de 2010 e Agosto de 2011, sob o tema " Diálogo e compreensão mútuos". Resulta de um esforço para aproveitar a energia, imaginação e iniciativa da juventude para superar os desafios que a humanidade enfrenta.

A iniciativa tem por objectivo incentivar o diálogo e a compreensão entre as gerações e promover os ideais da paz, do respeito pelos direitos humanos e da liberdade e solidariedade.

A acção visa também incentivar os jovens para a promoção do progresso, incluindo a realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, que visam reduzir uma série de males sociais, que vão desde a extrema pobreza e a fome, mortalidade materna e infantil a falta de acesso à educação e cuidados de saúde, a atingir até 2015.

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Data de publicação 30.08.2010
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