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Centro de Reabilitação do Sul – São Brás de Alportel

Vista da entrada do Centro de Medicina de Reabilitação do Sul (fotografia da ARS Algarve)
     
 

Relatório sobre parcerias para construção de hospitais em regime de financiamento privado e avaliação comparada dos CMR.

 
 
 
 

O relatório final de análise e parecer sobre o processo de criação e desenvolvimento das parcerias para a construção de hospitais em regime de financiamento privado e avaliação comparada do desempenho do Centro de Medicina de Reabilitação (CMR) do Sul, em São Brás de Alportel, foi elaborado pela Equipa de Análise Estratégica para o Acompanhamento Externo de Modelos de Gestão Hospitalar, em Julho último.

A Equipa de Análise foi composta por Jorge Simões (coordenador), Pedro Pita Barros, Sofia Nogueira da Silva e Sara Valente.

Entre outras conclusões, o relatório recomenda a redefinição do processo de lançamento das parcerias, no âmbito do Ministério da Saúde, de forma a reduzir o tempo entre a decisão de lançamento da parceria e a assinatura do contrato de gestão.

É ainda aconselhado o reforço da capacidade técnica por parte do Estado, nomeadamente nas entidades públicas contratantes (Administrações Regionais de Saúde), através de uma rede de conhecimento incluindo os gestores de contrato e outros elementos da Administração Pública onde esse conhecimento esteja presente.

Sendo importante reconhecer que é virtualmente impossível incluir no contrato todas as eventuais contingências que podem ocorrer no futuro, a Equipa de Análise recomenda que o contrato preveja quais as condições e os mecanismos de regulação que se encontram disponíveis, para evitar situações de renegociação contratual ad-hoc.

Em termos de partilha de risco, afirma o relatório, os contratos de parcerias asseguram, de uma forma geral, uma distribuição de risco pelas partes que segue o recomendado pela literatura referente a parcerias público-privadas e pela análise das melhores práticas seguidas internacionalmente.

Lê-se ainda, no relatório, que não há uma resposta única, do ponto de vista da análise económica, à questão de incluir, ou não, a actividade clínica no âmbito privado de uma parceria em saúde. É necessário avaliar em cada caso os elementos envolvidos associados com investimentos que pela sua natureza intangível não podem ser incluídos no contrato de gestão.

No que respeita à avaliação comparada do desempenho do Centro de Reabilitação do Sul, em São Brás de Alportel, a análise de indicadores realizada mostra que não há um centro de reabilitação que domina sistematicamente os restantes. Existe sempre uma dimensão em que cada centro de reabilitação é dominado pelo menos por um dos outros centros.

O relatório realça ainda que o principal factor responsável pelo melhor posicionamento do Centro de Medicina de Reabilitação do Sul em diversos indicadores é estrutural: o contrato “obriga” a um bom desempenho. Por outro lado, o principal factor penalizador é a baixa utilização da capacidade instalada, o que, sendo um aspecto conjuntural, abre a perspectiva de melhoria significativa num futuro próximo.

Para saber mais, consulte:

 
     
     
 
  Data de publicação 9.12.2009
   
 
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