A Eurosondagem realizou para o Ministério da Saúde um estudo de opinião que mostra uma aceitação generalizada das medidas propostas pelo Governo em matéria de tabagismo.
Relativamente à questão considerada mais sensível no projecto de diploma, 70,7% dos inquiridos acham que o proprietário de restaurante, bar, discoteca ou hotel, deve poder escolher se o seu estabelecimento é para não-fumadores ou para fumadores, publicitando-o à entrada. 71,5% preferem a opção de serem criadas zonas de fumo ou livres de fumo. Opinião contrária têm, no primeiro caso, 20,9%, e no segundo, 22,5%.
A população inquirida, maior de 15 anos, revela um grau muito elevado de conhecimento e aceitação do projecto de lei. De facto, 82,1% sabem que está em discussão uma nova proposta do Governo no sentido de introduzir, entre outras, a proibição de fumar em determinados locais e 76,4% acham que esta mesma intenção é correcta.
Os aspectos mais apoiados são a proibição de venda de tabaco a menores de 18 anos (86% da população inquirida), a proibição de fumar em estabelecimentos de saúde (94,5%), em estabelecimentos de ensino (67,8%), em meios de transporte (65,3%) e em locais de trabalho (66,2%). Em contrapartida, o aspecto que reúne menor adesão é o da proibição de fumar em bares e pubs (25,4%) e em discotecas (24,4%).
Embora sem conhecerem ao pormenor a proposta do Governo, 77,8% das mulheres e 75,2% dos homens afirmam-se determinados a cumprir a futura lei. Os dados obtidos permitem ainda concluir que, à vista da nova política anti-tabágica, 38,7% das mulheres e 28% dos homens inquiridos tencionam deixar de fumar. Em sentido oposto, 64,7% indivíduos do sexo masculino e 52% do sexo feminino não acreditam ou esperam que o diploma os leve a deixar de fumar.
28,4% da população inquirida pela Eurosondagem disse-se fumadora, sendo 26,9% do sexo feminino e 30% do sexo masculino.
Consulte:
Estudo de opinião realizado pela Eurosondagem - Adobe Acrobat - 1.239 Kb.
Anteprojecto de legislação de prevenção do tabagismo - Adobe Acrobat - 1.224 Kb.